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A fórmula não é nova. Desde os anos 90, a Fiat investe no segmento dos carros aventureiros, com a linha Adventure. Mas, apesar da profusão de SUVs, aparentemente ela ainda funciona. Principalmente para quem ainda não tem um utilitário-esportivo, como a Fiat. Com a versão Trekking, a marca estima que o Argo poderá fechar o ano entre os cinco modelos mais vendidos do Brasil.

O hatch foi avaliado em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e, apesar do curto trajeto (cerca de 20 km), mostrou qualidades. O modelo custa R$ 58.990 na cor preta e vermelha. As demais, mesmo sólidas, custam R$ 650. Com as rodas de alumínio (R$ 1.590) e a câmera traseira (R$ 700), o preço do modelo completo chega a R$ 61.280. Os concorrentes são Chevrolet Onix Activ (R$ 62.290), Hyundai HB20X (R$ 63.990), Renault Sandero Stepway (R$ 60.790) e Ford Ka Freestyle (R$ 64.090).

O Argo Trekking é quatro centímetros mais alto que as demais versões. Com isso, a altura livre do solo foi para 21 cm. Mesmo assim, o modelo mostrou-se bem equilibrado em curvas, sem excesso de inclinação da carroceria.

De acordo com a montadora, isso deve-se à nova calibração de molas e amortecedores. Essa altura adicional foi obtida com a elevação da suspensão e a adoção de pneus maiores (205/60 R15). Cada um contribuiu com 2 cm nessa conta.

Para compensar o aumento de diâmetro no conjunto roda-pneu, a relação do diferencial foi encurtada. O objetivo, com isso, foi manter o mesmo desempenho das demais versões que utilizam o motor 1.3 Firefly.

Na prática, o hatch aventureiro oferece bom desempenho, com acelerações convincentes. O Argo Trekking é oferecido apenas com o motor 1.3 flexível (até 109 cv) e câmbio manual de cinco marchas. Como o torque (14,2 mkgf, com etanol) aparece a 3.500 rpm, há uma leve hesitação nas retomadas em baixas rotações. A partir das médias rotações, no entanto, o modelo mostra-se bem animado. Para manter o ritmo, o melhor é recorrer a uma redução de marcha. Os engates são bons.

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Argo Trekking: Na terra e no asfalto

A maior parte da avaliação foi feita em piso asfaltado, e nessa situação os pneus de uso misto Pirelli Scorpion ATR fizeram seu trabalho em silêncio, apesar da maior quantidade de borracha, que poderia gerar algum ruído adicional.

O roteiro também incluiu um trecho de terra batida com pequenas pedras soltas, e mais uma vez o Argo Trekking deu conta do recado. Nessa situação, apesar das pedras jogadas pelos pneus nas caixas de rodas, o modelo mostrou bom isolamento acústico. A suspensão também filtrou bem as imperfeições do piso, sem transmitir muito sacolejo para a cabine. Para isso, o pequeno ganho de curso ajudou.

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Por fora, o modelo adota o logo da Fiat em tom escuro, o que contrasta com o vermelho tradicional da marca. O teto é sempre preto, independentemente da cor do restante da carroceria. E há um adesivo na mesma cor no capô. Além disso, há molduras nas caixas de roda e faixas com a inscrição Trekking nas laterais. A saída de escape também é escura.

Por dentro, o Argo Trekking segue o acabamento escurecido do exterior. A qualidade de materiais agrada. Apesar das superfícies de plástico rígido, o material tem boa textura, o que causa impressão favorável.

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Fonte: Jornal do Carro - Estadão